quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Random feelings

Tem dias que parecem infinitos... tenho passado por dias assim. Acordo querendo ficar nos sonhos, lembro todos os porquês, de todas as angústias e me arrasto para as obrigações. O tempo fica lento... pura pirraça. Uma música ali, um chat aqui e a gente vai se animando um pouco. Quando a gente percebe, já está fazendo planos com os olhos brilhando. Que bom que é assim. Que bom que existem músicas, pessoas, imagens, sabores e vontades infinitas para nos impulsionar...


Som do dia para harmonizar com o gris do céu



terça-feira, 19 de novembro de 2013

"And so dear friends, you just have to carry on. The dream is over."



Vivemos na cultura da felicidade. "seguir nossos sonhos, ouvir o coração, não desistir do que se quer..." Ideias românticas, seduzem e iludem. Não estou sendo pessimista, apenas pensando nas implicações de se levar tão a sério uma busca que, para mim, foi infrutífera e dolorosa. Aliás, o problema não está na busca, mas sim no que se deseja.

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Fotografia: Diana F+ e filme preto e branco

Há uns anos atrás, visitei uma exposição da fotógrafa Marie Hippenmeyer. As fotos eram em preto e branco, algumas paisagens, outras um tanto indefinidas, borradas... Juro que não entendi o porque de estarem expostas. Como estava num curso de formação, poderia conversar com a fotógrafa ao final da visita. E foi nesse momento que minha percepção sobre fotografia mudou...  Ela perguntou o que sentíamos enquanto estava vendo as fotos e eu fui sincera dizendo q estranhei porque estava acostumada com outros tipos de fotos. Aquelas me levavam a sentir como se estivesse sonhando. Ela sorriu e eu entendi. Era isso. Uma atmosfera onírica captada não pelas melhores câmeras ou celulares, mas por uma simples câmera de plástico. A intenção era simplesmente se deixar transportar...



Foi aí que verdadeiramente começou meu interesse pela fotografia. Percurso prazeroso, quase de redescoberta do mundo à volta. 
Mas pra conservar muito desse prazer pela fotografia, procurei fugir um pouco dos cliques desenfreados e do desespero pela perfeição técnica, voltando para a fotografia com filme. Muita expectativa e muita decepção, mas também um prazer quase infantil em ser surpreendida pela fotografia. 

Como a experiência de hoje, em que revelei um filme preto e branco, tirado pela Diana F+ uma câmera de plástico. O laboratório não quis nem escanear... disse que tinha saído tudo encavalada, não compensava. Não insisti, mas vim embora e pesquisei como escanear em casa mesmo, fiz e aí estão.  Prazer incompreendido. Mas imenso.


Duas paisagens que formaram uma só




Cor:





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quarta-feira, 17 de julho de 2013

Viagens rápidas, rápidos efeitos


"A verdadeira arte de viajar...

A gente sempre deve sair à rua como quem foge de casa,

Como se estivessem abertos diante de nós todos os caminhos do mundo.

Não importa que os compromissos, as obrigações, estejam ali...

Chegamos de muito longe, de alma aberta e o coração cantando!"

Mario Quintanta


Às vezes, é PRECISO se afastar, estar num lugar diferente, nos relacionar com pessoas desconhecidas, resolver problemas básicos... ficamos diante do essencial do nosso ser, o que somos de verdade, sem máscaras. E de repente, nos redescobrimos, fortes, inspirados e capazes. 

Enfim... eu só fui até ali e voltei... Pouco tempo, pouca distância. Mas as pessoas que eu conheci, as trocas, a diversão, o mar, o novo... revigoram! 














quarta-feira, 10 de julho de 2013




“Olhe, não fique assim não, vai passar. Eu sei que dói. É horrível. Eu sei que parece que você não vai aguentar, mas aguenta. Sei que parece que vai explodir, mas não explode. Sei que dá vontade de abrir um zíper nas costas e sair do corpo porque dentro da gente, nesse momento, não é um bom lugar para se estar. (Fernando Pessoa escreveu, num momento parecido, “hoje não há mendigo que eu não inveje só por não ser eu"). Dor é assim mesmo, arde, depois passa. Que bom. Aliás, a vida é assim: arde, depois passa. Que pena. A gente acha que não vai aguentar, mas aguenta: as dores da vida. Pense assim: agora tá insuportável, agora você queria abrir o zíper, sair do corpo, encarnar numa samambaia, virar um paralelepípedo ou qualquer coisa inanimada, anestesiada, silenciosa. Mas agora já passou. Agora já é dez segundos depois da frase passada. Sua dor já é dez segundos menor do que duas linhas atrás. Você acha que não, porque esperar a dor passar é como olhar um transatlântico no horizonte estando na praia. Ele parece parado, mas aí você desvia o olho, toma um picolé, lê uma revista, dá um pulo no mar e quando vai ver o barco já tá lá longe. A sua dor agora, essa fogueira na sua barriga, essa sensação de que pegaram sua traquéia e seu estômago e torceram como uma toalha molhada, isso tudo – é difícil de acreditar, eu sei – vai virar só uma memória, um pequeno ponto negro diluído num imenso mar de memórias. Levante-se daí, vá tomar um picolé, ler uma revista, dar um pulo no mar. Quando você for ver, passou. Agora não dá mesmo pra ser feliz. É impossível. Mas quem disse que a gente deve ser feliz sempre? Isso é bobagem. Como cantou Vinícius: "É melhor viver do que ser feliz". Porque pra viver de verdade a gente tem que quebrar a cara. Tem que tentar e não conseguir. Achar que vai dar e ver que não deu. Querer muito e não alcançar. Ter e perder. Tem que ter coragem de olhar no fundo dos olhos de alguém que a gente ama e dizer uma coisa terrível, mas que tem que ser dita. Tem que ter coragem de olhar no fundo dos olhos de alguém que a gente ama e ouvir uma coisa terrível, que tem que ser ouvida. A vida é incontornável. A gente perde, leva porrada, é passado pra trás, cai. Dói, ai, eu sei como dói. Mas passa. Tá vendo a felicidade ali na frente? Não, você não tá vendo, porque tem uma montanha de dor na frente. Continue andando. Você vai subir, vai sentir frio lá em cima, cansaço. Vai querer desistir, mas não vai desistir, porque você é forte e porque depois do topo a montanha começa a diminuir e o unico jeito de deixá-la pra trás é continuar andando. Você vai ser feliz. Tá vendo essa dor que agora samba no seu peito de salto de agulha? Você ainda vai olhá-la no fundo dos olhos e rir da cara dela. Juro que tô falando a verdade. Eu não minto. Vai passar.”


domingo, 30 de junho de 2013

Balanço nº 452.345.237

Eu e meus balanços periódicos... Durante um bom tempo, tive o privilégio de conviver com pessoas lindas por dentro. Sofria por muitos motivos, mas era reconfortante estar cercada de pessoas sensíveis e acolhedoras.

O contrário aconteceu nesse semestre... Um choque. Térmico, drástico. Com ventos fortes, trazendo e levando gente fria e egoísta. Me contaminei, congelei. Só comprei as piores ideias, fiz as piores escolhas e tanto erro consecutivo me levaram a um abismo interno, um cair vertiginoso. No espelho, as olheiras, rugas e melancolia escancarada. Nem lágrimas, nem ternura. Experimentei veneninhos diários que lentamente mataram quase todas as certezas e sonhos que demorei tempos pra juntar. A culpa é minha, eu sei. Só nos deixamos atingir se estamos vulneráveis. Lição aprendida.

Ainda me resta acreditar nas fases... principalmente no fim delas. Ainda mais essas fases que nos derrubam, tiram nossas energias como se fossem doenças...

Mas como diz Rilke: "É preciso ter paciência como um doente e ter confiança como um convalescente, pois talvez o senhor seja ambas as coisas. Mais ainda: o senhor também é o médico que tem de tratar de si mesmo."

E tem melhor tratamento do que viajar? Fui!


Viagem à Paraty/Trindade




sábado, 30 de março de 2013

Nuvens




No dia triste o meu coração mais triste que o dia... 
Obrigações morais e civis? 
Complexidade de deveres, de consequências? 
Não, nada... 
O dia triste, a pouca vontade para tudo... 
Nada... 
Outros viajam (também viajei), outros estão ao sol 
(Também estive ao sol, ou supus que estive), 
Todos têm razão, ou vida, ou ignorância simétrica, 
Vaidade, alegria e sociabilidade, 
E emigram para voltar, ou para não voltar, 
Em navios que os transportam simplesmente. 
Não sentem o que há de morte em toda a partida, 
De mistério em toda a chegada, 
De horrível em todo o novo... 

Não sentem: por isso são deputados e financeiros, 
Dançam e são empregados no comércio, 
Vão a todos os teatros e conhecem gente... 
Não sentem: para que haveriam de sentir? 
Gado vestido dos currais dos Deuses, 
Deixá-lo passar engrinaldado para o sacrifício 
Sob o sol, alacre, vivo, contente de sentir-se... 
Deixai-o passar, mas ai, vou com ele sem grinalda 
Para o mesmo destino! 
Vou com ele sem o sol que sinto, sem a vida que tenho, 
Vou com ele sem desconhecer... 

No dia triste o meu coração mais triste que o dia... 
No dia triste todos os dias... 
No dia tão triste... 

Álvaro de Campos, in "Poemas" 

terça-feira, 19 de março de 2013

Preconceito literário

Essa semana, uma aluna da 8ª série me mostrou "O diário de um mago" e perguntou se eu já tinha lido... Sim, li aos 16 anos quando estava me despertando para uma dimensão espiritual. 
Comentando com alguém sobre o interesse da aluna, senti o tom de surpresa... 'Como gostar de Paulo Coelho, aquele mago de araque?' Ok, confesso que se pegasse hoje pra ler, provavelmente não gostaria. Mas naquela época, naquela fase de desenvolvimento, foi legal. Assim como aos 10 anos, lia a Coleção Vagalume. Assim como aos 13 lia Agatha Christie. Assim como aos 20 e poucos, só li livros jurídicos. E por assim vai... tudo depende da fase, dos interesses da vida, das necessidades, dos gostos que vão mudando. E por que não respeitar o momento de cada um, mesmo q não seja do SEU gosto? 
Tenho um receio absurdo das opiniões coletivas, e por isso não me junto facilmente aos haters de Paulo Coelho. Tudo é uma questão de perspectiva, do que se procura, da onde se está, além do que eu não consigo ver prejuízo nesse tipo de leitura. Leio Nietzsche e Schopenhauer, leio Mia Couto e leio Chico Bento. E quer saber? é uma delícia não tem q me preocupar com a opinião dos pseudo-cultos. 

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Musiquinha boa da semana:









segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

"Somos criaturas passageiras, seres em transformação, meras possibilidades. Não somos perfeitos. Não somos completos. Sempre porém que passamos da potência ao ato, das possibilidades à realização, compartilhamos do verdadeiro Ser, tornamo-nos um grau mais próximo do perfeito e do divino. Isso é realizar-se."  Hermann Hesse

Lendo esse texto, sou transportada a alguns anos atrás quando nesse blog, eu falava de desejos e possibilidades. Realmente é mágico quando levamos a sério nossas pequenas loucuras e decidimos torná-las realidade. E isso é o que eu tenho feito nos últimos 3 anos. Pensei, quis, fui atrás. E tudo foi mudando... Me sinto orgulhosa de ter deixado pra trás a passividade e de ter abandonado o costume de fazer o q esperam q a gente faça, ser o q esperam q a gente seja... nisso aprendi a ser livre.





quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Quando tudo muda de lugar


Prefiro nem pensar em quantos anos passei com as mesmas velhas ideias, gostando apenas das velhas músicas e me acostumando com os velhos problemas. Anáforas à parte, eu nem percebia que é esse comodismo anímico que nos tira o brilho de sermos únicos. Nos acostumamos a seguir o fluxo da "normalidade" e moralidade da sociedade hipócrita, sem grandes questionamentos. Até que...
De repente, uma inquietação. E se mudarmos um pouquinho? E se dermos asas àquela vontadezinha maluca de fazer o que realmente temos vontade? Mas não. "Melhor deixar tudo como está, vai que piora ou vai lá saber o que vão pensar de mim." Sim, sempre as mesmas preocupações medíocres.
Passei por uns momentos assim e é difícil sair do senso comum e decidir fazer diferente. Á custa de altas doses de coragem, hoje me sinto orgulhosa de ter me arriscado, vivido e crescido. Mudei de profissão, de religião, de modo de pensar e meu mundo se ampliou. Apego agora só ao que me faz feliz, o que não faz vai ter que mudar. 

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Sempre q penso em abandonar o blog, venho aqui e me surpreendo com a alta estatística de visitantes... mesmo que quase nunca comentam. Obrigada pela visita, querido anônimo!





domingo, 19 de agosto de 2012

Dia Internacional da Fotografia

Hoje, 19 de Agosto foi um dia perfeito para pôr novas ideias em prática. Como eu estava entediada com a fotografia, resolvi entrar no mundo da lomografia. Me dei de presente as toy cameras que eu queria, babei nos Flickrs alheios e repeti pra mim mesma que estava na hora de deixar de frescura e pôr a mão na massa. Ou melhor, na câmera.

A experiência de voltar às câmeras analógicas deu um certo frio na espinha. Uma coisa é  pegar uma digital ou celular e fotografar qualquer coisa, ver se ficou boa, salvar ou deletar. Outra é pagar por um rolo de filme (e olha q não é muito baratinho... snif snif), imaginar se a luminosidade está adequada ao ISO do filme ou não, escolher a cena, clicar e depois ainda rodar manualmente o filme para a próxima foto! E pior - ou melhor - ficar na curiosidade imensa de saber se ficou boa ou  não! Mas juro que ir na contramão é uma emoção diferente. Só quero ver quais serão os resultados...

Enquanto isso...

Pra não deixar a Nikonzinha com ciúmes, vou encarar um projetinho de uma foto por dia. É eu sei, tem aos montes por aí. (Se bem q duvido q não tem um diazinho q alguém não posta uma do fundo do arquivo... Não vou fazer isso, prometo!) Sem falar que geralmente são 365 dias ou 1000... mas como sou preguiçosa, vou começar com 30 dias. E com fotos em preto e branco, minha paixão.

Mas pra não ficar banal, não pode ser qualquer foto. Tem q ser de algo q me trouxe alguma emoção, lembrança... nada de fotos "à la Instagram" de qualquer coisa, de qualquer jeito, enfim... Acho que vai ser bom pra voltar a rotina afetivo-fotográfica (afff, forcei) que eu tinha há algum tempo atrás.

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Eu lia. Antes da internet.

Aprendi a ler muito cedo e essa foi a minha salvação durante a infância. Televisão? só na casa dos outros, na minha não tinha...  Enquanto o...